Elias Bancou o Gordo: Dois Gols Pra Soltar a Adrenalina da Fiel
Rapaziada Fiel, que vira-virou foi esse? Por causa do trabalho cheguei em casa e lá se iam 5 minutos de jogo. Jogando mochila prum lado, roupa pro outro, quase tive que esfregar os olhos pra ver direito o placar.
Como assim, 5 minutos, 1 a 0 prosómi?
E que diacho é isso, que parece que todo mundo filou alguma coisa na bolsa do trio de arbitragem, recém-chegado da Bolivia?
Um negócio meio destrambelhado, uma corrida maluca até que logo aos 10, o Gordo armou, Tcheco tocou de caneta e o Profeta arrematou.
Refiz na cabeça a jogada inusitada em que Elias trocava de personagem com o Gordo. Rapaz, este negócio hoje parece que é o rabo abanando o cachorro.
Bem, o juiz apitou e aí parece que o jogou começou pra valer. E só valia jogar em meio campo.
Tecnicamente muito abaixo do que pode, o Timão compensava a bagaça com muita disciplina. O diabo é que a discplina, no futebol, costuma ser mais amiga de quem joga plantado, se defendendo.
E foi esta a toada do primeiro tempo inteiro.
Inteiro, não, minto.
Até os 40 e tralalá. Porque dois lampejos serviram para lembrar que o SCCP tem um camisa número 9 que se chama Ronaldo, o maior artilheiro de todas as Copas, pra simplificar: o Fenômeno.
Resumo, três jogadas no primeiro tempo, um gol.
Vendo que não conseguiria se mover na Floresta Uruguaia de Zagueiros, o Gordo resolveu que ia ser maestro. E foi neste papel que voltou para a etapa final.
Mano Mano colocou nosso amado Bonecão de Olinda, o craque da cabeça de ovo.
Pensei, putz, o Mano deve estar ganhando comissão de todas as funerárias de São Paulo.
Porque tinha muita lógica, um pivozão lá na área e o Gordo recuado armando. Era balão ou tabelinha na entrada da área, e por uma questão estatística, uma hora os caras falhariam.
O problema é que a gente conhece o Souza e sabe que na teoria a prática é outra, certo?
Errado.
O Bonecão entrou bem (tendo em vista quer era o Souza), cumpriu a missão dada pelo mano Mano e, de brinde, com um toque brilhante, colocou o matador da noite na cara do gol – em outra jogada iniciada pelo Maestro Porpeta.
O Profeta decretava a virada alvinegra.
O resto foi um monte de tapas na orelha, bicudinhas, pés esquecidos, rodos, cartões a dar com pau e toda aquela coisa que envolve um jogo entre nós e los hermanos.
Mas o Corinthians venceu tudo isso e o seu principal adversário na Libertadores: o próprio Corinthians.
Não poderia haver uma estreia mais alvinegra.
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Teve também uns prêmios distribuídos pelo Gordo para os pagantes: farta distribuição de canetas, zagueiros à beira de um ataque de nervos, goleiro desesperado se contorcendo, tudo com aquela facilidade que lhe é peculiar.
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Quando digo que nós somos os nossos principais adversários, não estou sendo arrogante de achar que os outros times são inferiores ou coisa que o valha.
Mas qualquer time que entra num campeonato com a OBRIGAÇÃO de vencê-lo, já perdeu.
Não há equipe no mundo com estrutura emocional para encarar um negócio destes.
Jogo se ganha no campo, não no planejamento. Um Racing, time fraco tecnicamente, cresce quando vê o adversário do outro lado dentro da panela de pressão.
E a Fiel, glória e razão do Corinthians, é também a maior algoz do time.
Vamos tirar a pressão de cima dos heróis.
Deixa o cara jogar bola, pô!
Resultado de jogo não se constrói antes, nem depois. É minuto a minuto de jogo, ali, na xinxa.
E foi no minuto a minuto, que a Manada foi buscar o revertério – um ótimo sinal de maturidade, apesar de todo o nervosismo.
Maracujina na Fiel, rapaziada!
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Pra encerrar, parece que os caras andaram assistindo uns vídeos sobre a nossa atuação aérea. Que é muito, muito aérea mesmo.
O mapa da nossa mina já foi pro Youtube.
Chegou a hora de resolver este negócio.
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Tá abonado? Foi no jogo? Conta pra gente, doente.







