Bisonho. Que mais pode se dizer do show de horror desta quarta?
Sim, me ocorreu algo: o time que entrou em campo não tem nada a ver com o elenco estrelado apresentado à Fiel.
Na verdade o que pisou o Gramado Avatar (Barueri em vez de Pacaembu) contra um dos lanternas do campeonato era o Avatar do time.
Como no filme, que custou os tubos e não levou o Oscar, a Manada real estava deitada em câmeras de realidade vitural lá no PSJ – mas seus avatares é que estavam em campo.
E a escalação real era a seguinte:
Felipe era Jhonny Herrera ou Ney-Mão-de-Pau.
Moacir era o Moacir mesmo.
Gralak no lugar de Paulo André.
Baré foi Leandro Castan.
Valdson era o RC (o único com lampejos de RC de verdade).
Cocito fez as vezes de Ralph.
Perdigão, nosso querido Çadia, entrou no lugar de Elias.
Ailton (o Barrilton, lembram?) era o Tcheco.
Heverton Zéééro ocupou um pedaço do Morais, que também era um pouco Morais mesmo.
Baianinho fazia as vezes de Jota Marrento.
Alcindo e Alex Rossi se fundiram numa mesma coisa enorma: O Gordo.
No segundo tempo, o Iarley deu uma de Fumagali e Jucilei bancou o Bóvio.
Souza é avatar dele próprio.
E com este trem fantasma conseguimos perder para o pior time com que jogamos no ano inteiro.
Até o Abade ficou com dó da gente e não conseguiu roubar. Andou até nos beneficiando com inverção de laterais e faltas.
Impiedoso mesmo, além do tratamento dado à coitada da gorducha, foi um sujeito com nome de óleo saído diretamente do Vale dos Cervídeos: aproveitou um dos três mil novecentos e dois rebotes do Felipe pra dentro da área. Um zero pra eles.
Foi um dos piores jogos que vi na minha vida.
Os seis mil coitados que morreram com uma bunfa pra entrar no Baruera foram em caravana para o Procom.
E quando o Irley saiu dizendo que “a bola não queria entrar” comecei a subir num banquinho pra fazer discurso no meio da sala da casa do mano Ganza.
Mas aí o Gordo fez a única coisa prestável da noite: deu uma boa entrevista. Considerou seus erros infantis e disse que suas costonas são largas pra aguentar porrada.
Vai precisar mesmo.
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O Professor Mano Mano foi rendido por Joel Cachaça, Vadão, Geninho e Ademar Braga – em rodízio.
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Na sessão descarrego de hoje, quem é o avatar de quem, doente?
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Raça, Timão! Você é Tradição!

