Rapaziada Fiel, deve ser o tal sapo que o Vicente Matheus não achou, e que deve estar enterrado lá no Parque até hoje.
O Timão perdeu alguns gols feitos, que poderiam nos dar a vitória neste jogo de final complicado no México.
Sob uma chuva de chinelos, chapéus, copo e mijo os boleiros tentaram entrar no vestiário com o pontinho debaixo do braço.
A equipe Marcamuito começou a mil por hora, abafando a futebolidade dos adversários e deixando o caldeirão deles com a barba de molho.
Até a metade do primeiro tempo, o Coringão apertava a porca e a Turma do Cimento sofria para passar do meio campo.
Daquele jeito meio torto, a gente ia chegando com Alex, Paulinho e Levezinho, mas aquele nosso probleminha do pé torto preponderava. Também faltava aquela coisa quando ia pra cima. Repetindo o esquemão que tem garantido os pontos, mas aborrecido a Fiel, o time tinha a chance de matar o jogo, mas ficava cozinhando o galo e a paciência do mano Ganza.
Por culpa da altitude, nosso Pequeno Gafanhoto preocupava. Saiu catando cavaco umas vezes, usou a mãozinha de pau em outras, não sei, coisa que nunca tinha lhe acontecido. Mas acabou livrando a nossa cara algumas vezes na primeira parte.
Eles deram trabalho no miolo do primeiro tempo. Liderados por um bambino do Clã Sarney, a Turma do Cimento enchouriçou a nossa vida, com mais posse de bola e objetividade, quando ficamos numa inexplicável recueta.
Quando a boleirada já se preparava para ir pro chuveiro, um zagueirão deles, solidário à seca do nosso ataque, tentou dar uma força: cortou um cruzamento do Fabio Santos pra dentro. O jardineiro de bonsai deles deixou a bola escapar debaixo das pernas, mas conseguiu a alcançar a bendita, praticando o milagre.
Virado o campo, começamos o tradicional abafa do comecinho.
Depois dos dez minutos foi uma saraivada, com Paulinho perdendo duas chances claras de matar o negócio. Faltou sorte, pontaria, sei lá.
Deve ser o sapo.
Não passou batido o bico do Levezinho na hora de ser trocado por Emerson – não cumprimentou ninguém e já não esconde o mau humor. O Professor Rolando Lero promoveu a troca de Marrento por Ramirez aos 45, deixando claro que queria embromar para segurar o 0 a 0.
No finzinho, Chicão, outro que levou uma copada na testa, garantiu o ponto, tirando a bola em cima da risca.
Resultado bom para uma Libertadores, pegamos os azulinos na próxima quarta. Sem jogar mijo neles de volta, vamos resolver ali um pedaço da nossa vida nesta fase de grupos.
Vai Corinthians!

