Liedshow recolando a bola no gol e as coisas em seu devido lugar.
Assim, sim. Assim, a Fiel carrega no colo. Assim, a Fiel enche a Casa do Povo. Assim, a Fiel apóia até o fim do mundo. Assim, a Manada e o Professor têm a Fiel de corpo e alma, na hora boa e na hora ruim.
Corinthianamente, sapecamos uma virada épica, contra o Sem-Mãe e ux ixquemas, contra a rubro-negra Globo, contra a catiça do resto.
Na verdade, a liderança é o menos importante. No fundo, não faz diferença se formos ou não campeões. Pra mim, o importante mesmo é jogar assim. Com cada um que veste esta camisa honrando o nosso Panteão de Heróis, os heróis do sofrido Povo Brasileiro.
Os Heróis da República Popular do Corinthians.
Pro jogo.
Professor Rolando Lero teve o mérito de explorar a maior fraqueza adversária: o vazamento de gases fedoríficos. Na linha do abafa, a Manada inteira praticou a marcação conhecida na várzea como aperta-que-ele-peida.
E a urubuzada tinha treinado muito na semana e comido ovo com repolho. Foi uma flatulência danada, com o segundo time brasileiro entregando a rapadura a cada cutucada por trás.
Enquanto Alex, Emerson e Paulinho comandavam a bola no chão, osómi espanavam pra todo lado na base do bumba meu boi – salve-se quem puder e bola pro mato.
Nervoso, o técnico atacado pelo pum mordia a boca e fazia aquelas caretas de sempre.
De novo, dava gosto ver o time em campo. Se não pela objetividade, pelo sufoco dado nux cumpadi.
Emerson tentou algumas vezes, Paulinho outra, Liedson cabeçoou no canto. Mas eles têm um camisa 1 – que é traíra e não vale um mate aguado – mas têm um número 1. Quase até o fim, ele fez diferença.
Sim, porque, neste primeiro tempo apenas duas coisas podiam dar errado: a abstinência de gol apesar de todo o domínio e, um pouco pior, levar um tento.
Não vou aqui dizer que nosso carequinha foi responsável pelo gol, não seria correto. Mas posso dizer que com nosso goleiro temos que andar com desfibrilador a tira colo. Toda bola na área é um infarto.
Na única jogada deles no primeiro tempo, alguém deixou um fulano livre pra cabecear pra trás um descanteio. A desgramada foi parar no pé de outro ex, que só empurrou.
Silêncio no Paca? De jeito nenhum. Arrebatadora, a Fiel foi o combustível do time.
Virado o jogo, osómi tentaram melhorar, mas não tinha clima. O Coringão jogava alvinegramente. Era futebol e coração na bota. Melhorou quando Lero sacou Marrento (ufa!) e foi de Wiliam.
Meio afobado, tropicando em tudo, descabelado, mas jogando o ludopédio. Alessandro, bem melhor hoje, levantou, a mulambada soltou a bufa e Liedshow fez justiça: empatada a bagaça.
Continuamos no cangote deles, levamos porrada (Liedson levou um soco na boca do estômago enquanto caminhava e o Sem-Mãe, nada), o traíra livrou a cara deles algumas vezes. Mas, quando o time merece tanto, às vezes São Jorge, a Fiel, a Energia dos 101 heróis alvinegros, o Dr Sócrates escrito na camisa… tudo isso conspira a favor.
Wiliam levantou preciosamente uma bola toda disputada, Paulinho resvalou com os fios do cabelo e Liedsohw estava lá pra matar de sem-pulo. Aos 43 do segundo tempo.
Aí foi só cantar o hino e todo o cancioneiro Todo Poderoso.
Assim, sim: vai pra cima deles, Timão!




