Pontinho em jogo “fora”, ainda no G4, mas foi aquele tipo de empate que você olha e vê que um detalhezinho aqui e outro ali e a Manada tinha levado mais dois pro PSJ.
E fomos bem no primeiro tempo, bola de pé em pé, ninguém rifando e só um pouquinho de timidez para arriscar o gol.
Edno, quem diria, fazia uma boa partida. Tabelava com Tcheco e ainda ajudava a marcar o time bigodudo ali pela esquerda.
A coisa só encrencava na hora de definir e faltava aquele pequeno detalhe – o gol.
É bom que se diga que a portugada resolveu que padaria não estava dando muito certo e resolveu abrir um açougue, comandado pela doce figura de Domingos, aquele fofo. Pior é que parecia que tinham uns quatro Domingos em campo – seus irmãozinhos Joe Sangrento, Ted Bisteca e Beto Troglodita.
Cada enxadada, uma minhoca.
O Timão mandava, a Lusitana batia, mas nada de gol.
Muita gente reclamou da Muralha, acusando nosso camisa 1 de engolir o segundo frango da temporada. Mas eu vi o que aconteceu e faço aqui sua defesa.
Felipe sonhava, de olhos fechados, pensando na doce Claudia Leite cantando. Primeiro ela cantarolava aquela desgraça de jingle chiclete da net, nisso, marcaram uma falta dosómi lá perto do meio de campo.
E o Felipe, de olhos fechados, imaginava o piteuzinho soteropolitano saltitando num trem elétrico, na frente do Farol da Barra. Quando abriu o olhos deu de cara com o Domingos (impedido) vindo pra cima dele. Puta dum susto.
Eu pergunto: qual é o cristão que não levaria aquele peru? Sonhando com a Claudinha Leite e acordando com o Domingos, até Gilmar, a inexpugnável barreira alvinegra, levava.
Continuamos mandando, a burrinha batendo e veio o intervalo.
Quando vi aquela vasta careca do Bonecão de Olinda apontando no campo junto com os titulares, pensei que o mano Mano tinha cansado do Iarley. Que nada, tirou o Edno. E instituiu a levantação de bola à área.
Pioramos.
Felipe fez duas defesas importantes – uma delas evitou gol certo.
E foi aí que me dei conta de que nada disso que descrevi antes tinha a ver com aquele irritante 1 a 0 para eles no placar. Distraído, eu assitia o jogo com a camisa do Barcelona, que é time mano, mas não é Timão.
Mea culpa, mea maxima culpa.
Corri pro armário e botei o fardamento Roxo e Preto.
São Jorge, da prateleira, me deu um leve sorrizinho, como quem diz: agora, sim.
E foi deste jeito, com o Coringão jogando pior que no primeiro tempo, que Elias botou a danada pra dentro.
Depois disso foi o festival do balão, uma tentativa de assassinato do Domingos que resultou em vermelho e um quase-gol do Juça que ia decretar o vira-vira no minuto derradeiro, em pleno Burrão.
Paciência.
Agora é passar a régua e encarar o Mogi, de onde temos a obrigação moral de trazer os três pontinhos.
Bora Timão, que você é tradição!
…
Leandro Castán fez uma ótima estreia. A briga pela zaga vai ser boa. O Capitão tem moral com o Professor, mas tem que jogar mais bola para garantir a titular.
…
Achei que o Elias, antes do gol, puxava o time dos que estão com a cabeça no check-in para América do Sul. Mano Mano precisa conversar com a molecada. Se a gente ganhar o torneio do carro japonês tá bom, vai brilhar lá na prateleira do Memorial.
Mas todo mundo sabe que importante mesmo é o Paulistão.
Foco, gente, foco!



