Chinelada nele! Chinelada nele! Chinelada nele!
Para quem é novato aqui no blog, a aba Chinelada aí em cima tem um joguinho simpático, em que a gente oferece a oportunidade de você, doente, sentar o chinelo no sem vergonha que carrega o apito e assalta o Time do Povo.
Hoje, o Safado Sem Mãe caprichou.
Depois de abrirmos o placar no nascedouro da partida, com Jota Marrento incorporando o Baixinho e cumprimentando pro gol um levantamento com açúcar do Tcheco, o patife enviado pela Federação resolveu que a coisa ia ser fácil de mais.
Enxergando a imensa superioridade alvinegra, o assaltante decidiu que o jogo ia ficar sem graça. E aí expulsou o RC antes dos dez minutos, por uma entrada que atingiu primeiro a bola e, de lambuja, o suíno.
A rigor, poderia não ter marcado falta.
Se enxergou imprudência, vá lá, a gente até aceitava, reclamando, um amarelo – questão de interpretação.
Agora, expulsar? O cara exagerou na dose da roubalheira.
Mano Seo Osias me ligou e deu sua explicação:
- “Filho, foi uma expulsão emotiva. Ele se emocionou e queria emocionar o Pacaembu”.
O mano Gabriel complementou:
“Papai, este aí, na dúvida, é pra porcada”.
E assim foram os primeiros 90 e tantos minutos de jogo. Já nos descontos o safado ainda expulsou um leitão para dizer que foi justo.
Se o sacripanta queria os nervos da Fiel a flor da pele, foi o que teve. Mano Presidente deve ter tido uns três começos de infarto, depois do piripaque em Pernambuco e uma partida dessas.
Não sei nem comentar o jogo, porque foi daqueles feitos com emoção pura.
Mas consegui enxergar a frieza de Mano Mano, preocupado apenas em não levar um revertério.
Com nervos de aço, ele soube orientar e trocar, tudo na hora certa.
Partidas como esta encorpam um time, dão sustança à equipe. A Manada fica mais solidária, sabe o que pode esperar do outro quando a porca torce o rabo – e esta saiu de campo com o rabicó torcidinho.
Mas não dá para deixar de falar em Danilo, Tcheco, Felipe Muralha, Ralph e ele, de novo, Jota Marrento. Um moleque que chegou no Timão com fama de cai-cai e virou o novo ídolo da Fiel.
Porque entendeu o grito:
“Vamos jogar com raça/ E com o coração/É o time do Povo/ É o Coringão!”
…
Ganhar O Clássico, quebrar o tabu, assumir a ponta, sendo roubado em pleno Pacaembu.
Que mais da vida pode esperar um Coração Corintiano?


