Não é à toa que este post está na categoria “milagres”. Foram muitos. Num jogo em que o melhor em campo foi a Muralha, de olho na quarta contra o Vasco, mano Mano botou para jogar a raspa do tacho. Acho que teve jogador que foi apresentado um ao outro ali no Pacaembu. Mano fez um cata ali no PSJ, e botou Felipe, Alessandro, Jean, Diego e Saci; Moradei, Jucilei e Elias, J. Marrento, Dentinho e um número 43 que eu não sabia quem era. Mas era muito parecido com alguém que eu conhecia.
Na primeira entordada que a bola deu nele, eu poderia jurar que era o, o, o… não, não podia ser. Aquela camisa 43 era muito diferente. O 5 tem a metade de baixo bem mais redonda do que o quatro e o 3 se assemelha mais ao 8 do que ao zero. Não podia ser ele, o malfadado dono da camisa 50. Estas dúvidas durariam até o começo do segundo tempo.
Depois de passar um mini sufoco até o meio do primeiro tempo, mesmo com Jucilei jogando bem de novo, Dentinho jogando com vontade e Moradei re-estreando com bom desempenho, Jota Marrento foi pra dentro deles e levou um toque dentro da área. Pênalti.
O misterioso camisa 43 pegou a bola e colocou na cal. Cobrou com categoria e inaugurou o placar, pra alegria dos fiéis que estavam na Casa do Povo. Vi a cobrança e, imediatamente, pensei: “não, não pode ser o 50, ele não tem esta intimidade com a bola”.
Depois disso, ficamos ali segurando a vitória magra até uma hora que o Dentinho, fazendo pose de veterano, deu uma bronca geral no time, pedindo pra Manada sair da retranca. O Timão melhorou um pouco e segurou a coisa até o apito.
O destaque deste primeiro tempo foi o Saci, que vai inviabilizando sua presença como substituto do André. Sua única boa participação foi um isola logo no comecinho do jogo. Depois foi o samba do perneta doido. O pior é que o substituto dele poderia ser o Escudero, que se recupera ao som de altas baladas. Marcelo Oliveira , que podia quebrar um galho, também se recupera no estaleiro. Sobrou o Bruno, moleque do Terrão, que fez uma boa Copinha - mas não sei se queimaria o moleque entrar deste jeito.
Começamos o segundo tempo e o mistério do Careca se desfez num minuto. O 43 recebeu de Jucilei e daria tudo certo se não fosse a bola. Aí caiu o disfarce. O 43 era o 50 mesmo. Vai ser grosso assim lá na Grécia, Souza! Depois disso, ele fez de um tudo, ao seu melhor estilo: barrigada, matada na canela, joelhada, e, reconheço, alguma luta.
Além de Souza, o fenômeno foi o gol de Jean, cumprindo o papel que seria do Bonecão de Olinda aos 3 minutos. Depois foi segurar o negócio, especialmente o Felipe, que devia pensar o tempo todo: “ah,se o Dunga tivesse aqui….”.
Os Barueras ainda venceram a Muralha nos descontos, mas aí já tinha morrido o Neves. O Coringão dorme em quinto lugar no Campeonato, deve cair lá pro meio da tabela amanhã. O que tá ótimo.
Jean e Souza são os artilheiros do Timão no Brasileirão. Não dá para dizer que é um começo auspicioso, né? Mas tá de muito bom tamanho. Os três pontinhos com time reserva são um alívio para um início que se desenharia complicado em caso de tropeço hoje.
E que venham os proprietários de padaria! Bora queimar a rosquinha deles! Vamos, vamos meu Timão, vamos meu Timão, não para de lutar!
…
Sob vaias e aplausos, o 43 deu lugar a Henrique. Vaias para o Souza, aplausos para o Henrique.
…
Posso até queimar a língua, mas esse Jucilei tem jeitão de quem vai dar muita alegria pra Fiel.


