23
out
2
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O futebol do Timão voltou na hora H e é por isso que temos futuro no Brasileirão. Claro que não foi nenhuma maravilha, mas neste campeonato, o que botamos em campo hoje foi acima da média.
O Coringão começou bem. Sem muita opção para formar o ataque e com reforços na defesa, professor Rolando Lero botou em campo o que tínhamos de melhor – à exceção de JH e JC. Aliás, para parar de ser chato e ficar repetindo a mesma lenga-lenga, anuncio aqui uma Declaração de Não Isenção.
Eu, Edson Baratão MIB, blogueiro, corinthiano, maloqueiro e sofredor, declaro para todos os fins que garrei nojo de Julio Cesar e Jorge Henrique e não tenho mais condições de escrever com o mínimo de isenção sobre os malucos.
Voltando à partida: taticamente, Lero mandou bem, botou o time na marcação desde o meio de campo e armou o contra-ataque com Wiliam, Danilo e Alex, que foram os nomes do jogo – pelo menos até Alex pregar.
Tirando os erros individuais, a coisa funcionava bem. A portuguesada não conseguiu mandar em nenhum momento na partida e apostava todas as suas fichas em dois expedientes: bola parada e as costas de Fabio Santos, que ainda não voltou ao ritmo normal. Ralf, sobrecarregado, também não conseguia apoiar direito o bagulho por ali.
Apoiando a tática bacalhôa, tinha um cidadão de azul cheio de dois pesos e duas medidas. Marcava tudo contra a gente nas proximidades da nossa área. Se tivesse usado o mesmo critério, teria que ter marcado um pênalti em cima de Alex.
E foi numa bola parada que um perna de girafa de bigodes subiu mais que todo mundo e encobriu Pequeno Gafanhoto.
Só que a Manada continuou na mesma batida, ignorando o placar. Criou outras oportunidades e chegou ao empate em três jogadores: Ralf lançou, Danilo carregou e cruzou. Alex, como quem sabe das coisas, decretou a emparelhada.
O Todo Poderoso se preparava para o vestiário quando fazedores de bolinho de bacalhau chegaram pela nossa esquerda, atropelaram todo o setor (Ralf, JH e Fabio Santos) e guardaram o segundo.
Quem marcou foi Fagner, garoto revelado no Terrão e que é mais um daqueles que saíram gerando dinheiro pra todo mundo, menos para o SCCP. Sobre o assunto Terrão, quem perdeu, dê uma lidinha no post revelador que o Mano Ganzza escreveu aí no meio de semana e que está logo abaixo.
Voltamos meio sonolentos, Paulinho puxava o coro do bocejo, mas logo pegamos no tranco e voltamos ao batidão.
Wiliam e Danilo perderam um par de gols cada um, Paulinho outro, e o Corinthians saiu de campo com um resultado injusto. Fez por merecer uma vitória, até com placar mais largo.
Mas nos contentamos com o empate que saiu de um lançamento milimétrico de Wiliam na cabeça de Danilo. Tropeço mostrou que poderia até ser o centroavante reserva que andamos procurando, porque tem alguma intimidade com o assunto.
Pra terminar, é importante registrar que o juiz foi responsável direto pelo empate, já que deixou de marcar um pênalti escandaloso de um Manoel lá. E se não fosse Bratz o bandeirinha, a gente tava na roça.
É Ux Ixquema na parada. E mesmo assim a gente grita:
Vai Corinthians!
25
set
Faltando onze jogos para o final do Campeonato, os quatro primeiros colocados chegam nesta reta final emparelhados, não mais que 3 pontos separam o primeiro do quarto.
Alguém aí pode dizer, com razão, que a régua que equilibra o Brasileirão está por baixo, já que ninguém está enchendo a vista com bom futebol. Tá certo. Mas que o negócio começa a ficar emocionante, é inegável.
Neste contexto, a vitória mínima de hoje na Casa do Povo foi importante.
Os Baêa começaram a partida meio assadinhos e até carimbaram a trave de Pequeno Gafanhoto, que vem se mostrando melhor mentalista do que goleiro propriamente. É só ele dar aquela zoiada-empurra-pelota e a bendita não entra de jeito nenhum. Ele franze a testa, olha fixo e vai tirando a bicha do rumo da caixa.
Passada esta primeira ziquezira, o time de Pai Joel não chegou a incomodar mais, apesar de ser uma equipe chata pra burro. Tratou de passar o ferrolho pra segurar o empate ou arrancar unzinho nos contra-ataques.
De nosso lado, foi aquela coisa monótona de ficar batendo estaca e nada de chegar. Tite berrava da beira do gramado que precisava abrir. Ele coloca o Wiliam, que é destro, no lado esquerdo e manda o moleque abrir. Ele põe o Alex de volante e quer o time aberto. É de lascar.
Danilo não jogava lhufas e o resto do time tentava fazer alguma coisa, mas é difícil mesmo com 11 na defesa e nós com o professor Rolando Lero no banco.
Falando em banco, no começo do segundo tempo olhei pro nosso e aliviei um pouco para o professor: não tem um moleque de base sequer para incendiar a coisa.
Foi mais ou menos aí que uma grande parte da torcida me começa a gritar por… Jorge Hnerique!
Aí é duro heim? Começo a pensar que a gente merece mesmo o calvário que passa.
Prontamente Lero anunciou que sacava Alex (!!!!!!!!!!!!!!!!) para colocar JH. Não entendi. Marrento jogaria de voltante? Necas, ele soltou o JH e queria porque queria prender o Edenilson – um dos que fez diferença no segundo tempo. Pô, então porque não deixa o Alex jogar de meia-atacante? É só pra queimar mesmo?
Bem, o fato é que em sua última jogada, por uma casualidade (como é o homem da bola parada estava na ponta depois de cobrar um escanteio), Alex foi à linha de fundo e cruzou. A zaga escorou de cabeça e sobrou pra Sheik, que estufou o filó.
Foi o que bastou pra ter festa na favela, cantoria na Casa do Povo e expectativa pra próxima partida. Contra a Portugada, lá na casa deles, brigaremos pela ponta.
Vai Corinthians!
…
É sempre assim: basta a gente disputar uma ponta ou título com a Turma da Vila Sonia, a Folha DO São Paulo inventa coisa para prejudicar o Timão. Na última semana, eles foram pra cima de Emerson. Fizeram manchete dizendo quanto custa cada gol dele, enfim, este tipo de jornalismo safado que nunca é praticada contra a Bambinada. Sheik respondeu em campo, fazendo um gol importante.
…
Pela segunda vez neste campeonato, em momento crucial, o Sem-Mãe expulsa um jogador nosso por fazer cera na saída do campo. Deve ser um caso único na história do futebol. E é um escândalo, porque não aconteceu com nenhum outro time neste mesmo campeonato. Ux ixquema tá na área.
9
set
Liedshow recolando a bola no gol e as coisas em seu devido lugar.
Assim, sim. Assim, a Fiel carrega no colo. Assim, a Fiel enche a Casa do Povo. Assim, a Fiel apóia até o fim do mundo. Assim, a Manada e o Professor têm a Fiel de corpo e alma, na hora boa e na hora ruim.
Corinthianamente, sapecamos uma virada épica, contra o Sem-Mãe e ux ixquemas, contra a rubro-negra Globo, contra a catiça do resto.
Na verdade, a liderança é o menos importante. No fundo, não faz diferença se formos ou não campeões. Pra mim, o importante mesmo é jogar assim. Com cada um que veste esta camisa honrando o nosso Panteão de Heróis, os heróis do sofrido Povo Brasileiro.
Os Heróis da República Popular do Corinthians.
Pro jogo.
Professor Rolando Lero teve o mérito de explorar a maior fraqueza adversária: o vazamento de gases fedoríficos. Na linha do abafa, a Manada inteira praticou a marcação conhecida na várzea como aperta-que-ele-peida.
E a urubuzada tinha treinado muito na semana e comido ovo com repolho. Foi uma flatulência danada, com o segundo time brasileiro entregando a rapadura a cada cutucada por trás.
Enquanto Alex, Emerson e Paulinho comandavam a bola no chão, osómi espanavam pra todo lado na base do bumba meu boi – salve-se quem puder e bola pro mato.
Nervoso, o técnico atacado pelo pum mordia a boca e fazia aquelas caretas de sempre.
De novo, dava gosto ver o time em campo. Se não pela objetividade, pelo sufoco dado nux cumpadi.
Emerson tentou algumas vezes, Paulinho outra, Liedson cabeçoou no canto. Mas eles têm um camisa 1 – que é traíra e não vale um mate aguado – mas têm um número 1. Quase até o fim, ele fez diferença.
Sim, porque, neste primeiro tempo apenas duas coisas podiam dar errado: a abstinência de gol apesar de todo o domínio e, um pouco pior, levar um tento.
Não vou aqui dizer que nosso carequinha foi responsável pelo gol, não seria correto. Mas posso dizer que com nosso goleiro temos que andar com desfibrilador a tira colo. Toda bola na área é um infarto.
Na única jogada deles no primeiro tempo, alguém deixou um fulano livre pra cabecear pra trás um descanteio. A desgramada foi parar no pé de outro ex, que só empurrou.
Silêncio no Paca? De jeito nenhum. Arrebatadora, a Fiel foi o combustível do time.
Virado o jogo, osómi tentaram melhorar, mas não tinha clima. O Coringão jogava alvinegramente. Era futebol e coração na bota. Melhorou quando Lero sacou Marrento (ufa!) e foi de Wiliam.
Meio afobado, tropicando em tudo, descabelado, mas jogando o ludopédio. Alessandro, bem melhor hoje, levantou, a mulambada soltou a bufa e Liedshow fez justiça: empatada a bagaça.
Continuamos no cangote deles, levamos porrada (Liedson levou um soco na boca do estômago enquanto caminhava e o Sem-Mãe, nada), o traíra livrou a cara deles algumas vezes. Mas, quando o time merece tanto, às vezes São Jorge, a Fiel, a Energia dos 101 heróis alvinegros, o Dr Sócrates escrito na camisa… tudo isso conspira a favor.
Wiliam levantou preciosamente uma bola toda disputada, Paulinho resvalou com os fios do cabelo e Liedsohw estava lá pra matar de sem-pulo. Aos 43 do segundo tempo.
Aí foi só cantar o hino e todo o cancioneiro Todo Poderoso.
Assim, sim: vai pra cima deles, Timão!
4
set
Não vou escrever muito, o mal humor me tolhe.
Emerson e Alex (no pouco que esteve em campo) foram os dois que jogaram bola. Destaque para o primeiro, que debaixo de uma lua de rachar mamona se entregou, JOGANDO FUTEBOL, até a hora em que teve pernas para isso – e já eram uns 30 e poucos da etapa derradeira.
Na jogada que ilustra o que foi o time armado por Professor Rolando Lero, Sheik, no meio de campo, desesperado, chamava a equipe para o campo de ataque.
Alex carimbou a trave duas vezes. Primeiro com uma estilingada do meio da rua que explodiu no travessão. Depois, nos descontos, limpou um zagueiro e saiu na cara do goleiro – tirou dele e acertou a trave. A bola, caprichosa, mas justa (a porcada do sul jogou melhor), acertou o lado de dentro do pau e foi pro lado, escapando do gol.
O Sem-Mãe deixou de expulsar uns dois: um que passou a rapa no Sheik quando ele disparava para o gol, outro que imitou o Anderson Silva e deu um pé d’ouvido no Chicão. E ainda fiquei com inveja do porcolino. Para terminar sua obra, não marcou um pênalti no Wiliam. Mas não podemos reclamar: quem vai de perditite não se queixa de juiz.
Pra mim, Marrento e Chicão devem ser afastados imediatamente, até voltarem a se dedicar ao Corinthians. Nosso capitão hoje tinha duas olheiras dignas de um vampiro. Assim não dá. Alessandro, sem condições de jogo, também podia treinar mais um pouco pra ganhar ritmo.
O resto foi mais ou menos o resto.
Só não foi pior porque conseguimos ter adversários diretos na briga pela ponta ainda mais incompetentes do que nós.
Vai Corinthians!