Uma noite que teve Leitão, Frango, Boi e Maionese só podia terminar em asia mesmo.
Achando que era a baba de domingo, o Timão começou o jogo pensando que ia fazer a Festa do Porco no Rolete.
Mero salto alto paulistano. Porco no rolete dá trabalho. Tem que pegar o bicho, esfolar, limpar, escaldar, temperar, pendurar no assador, fazer o fogo de chão e cuidar pra ficar rodando. Isso sem falar no que antecede toda a operação, que é matar o desgramado.
E quem rodou logo aos 3 minutos de jogo foi o Pequeno Gafanhoto, que engoliu um prato bem diferente do suíno. Preferiu um galeto ao primo canto. Tudo bem que foi um acidente: um balaozão que subiu de um lado da área, bateu num satélite, caiu do outro lado, foi cabeceado errado pelo centroavante dosómi e terminou no pé dum hermano livre. Raríssima falha de marcação de Nego Juça, já que Alessandro acompanhava o camisa 9 e Chicão tinha ficado na sobra. O fulano chutou e ela entrou.
Aí a porca torceu o rabo porque os palestrinos (com o perdão da péssima palavra) vieram com três zagueiros e três volantes de contenção de ofício – fora o resto do time, a diretoria, as divisões de base, o banco e os gandulas, tudo lá atrás, congestionando o andamento do bom futebol.
Tivemos a chance de dar o troco de imediato: Jota Marrento levantou e um pequeno suíno subiu cortando, no melhor estilo bloc-seleção-de-vôlei. Pênalti. Confesso que sabia antes o resultado da parada. Me deu aquele friozinho na barriga que precede as pequenas tragédias. Bruno Tevez bateu mal. E o juiz achou que era boi demais mandar voltar, apesar de meia Uberaba estar dentro da área antes da cobrança.
Só fomos descobrir de novo o caminho do gol no meio daquela selva de defensores azulinos depois dos 30 minutos. Uma cabeçada sem jeito do Paulo André ainda beijou o travessão.
E nada além disso na primeira etapa.
Na virada, viemos com tudo e pensei que ia embalar. Com passes rápidos fomos chegando e vencendo a pancadaria. Além de alvará para a ferradura alheia, o juizinho ainda deixou de anotar um pênalti claro em cima de Marrento.
Mas nosso gás durou até uns 15 minutos. Aí o professor Pança resolveu sacrificar o que restava de futebol em campo. Primeiro tirou Iarley para colocar o Bonecão. Detalhe: Iarley estava na dele, nem mais nem menos. A lógica até mandava colocar um trombador grandalhão em campo, mas a mesma lógica não recomenda Souza dentro de um campo de futebol. Depois, tirou Bruno Tevez e aí a maionese desandou, já que Elias não repetia a boa atuação da última rodada e ficamos sem armação no meio.
Um pouco de azar, falta de futebol, um juizinho safado… quase um replay da má jornada em Santa Catarina.
Paciência. Um dia é do churrasqueiro, o outro do Leitão.
E domingo é nóis de novo, com o time do povo.
Vai Corinthians!

