Empolgação Contagiante da Manada Agita o Brejo
Tudo bem que não era pra ser: três bolas na trave, Dentinho e Jota Marrento perderam com gol aberto e pênalti claro ignorado. Zica em penca assim, numa mesma partida, eu não me recordo.
Mas a Manada demorou para acordar hoje. Quando acordou, o hipopótamo já tava no brejo, com o bocão aberto.
Foi só aos quinze minutos do primeiro tempo que acordei duma pescada daquelas que chega a cair uma babinha do canto da boca – e não tinha despertado por nada relacionado ao que rolava no campo. Eu é que tinha roncado alto.
Depois dos vinte minutos é que o Marrento cansou do nhem nhem nhem e sapecou de fora da área – o goleirinho do Grêmio Empresários fez a primeira grande defesa – e o desgramado iria fazer a diferença mais à frente, livrando umas quatro bolas que tinham o endereço dos três pontos.
Este começo foi duríssimo – de ver. Era uma lua de trocentos graus e a Manada com uniforme de saúna. Jogando na braquiária do Prudentão. Foi um devagar quase parando com duas chances: uma do Danilo de nuca e outra do Bonecão numa bibicleta.
A bola já mais bem tratada na história do ludopédio.
A segunda etapa trazia algumas esperanças. Sem o sol de rachar mamona, com Dentinho no lugar de Danilo, parecia que a coisa ia embalar. Começamos fustigando e a vitória parecia questão de tempo.
RC, um dos que mais lutou hoje, carimbou a trave duas vezes. Ele caía pela esquerda, formando com Dentinho o ponto forte do nosso ataque – já que do lado direito eu não me recordo de nada além de uma costurada do Iarley. Aliás, a Manada conseguiu errar mais de 30 jogadas de linha de fundo.
Isso fica mais grave quando vemos que o time abriu mão de tramar suas jogadas pelo meio.
O moleque Moacir é esforçado, até que foi bem na defesa e brigou que nem gente grande. Mas falhou em TODOS os cruzamentos que tentou no apoio. E tinha uma avenida ali.
Quer dizer, se a nossa fortaleza é pelas alas, não dá para ter um Moacir na parada. Pra mim este tem sido o erro do mano Mano, que eu não caio nesta conversa de falta de padrão, rodízio é ruim etc e tal.
A coisa entornou quando o Castán, muito abaixo de seu próprio padrão, largou um volante do Grêmio Empresários sozinho pra cabecear. Aliás, ele tentou dar uma bicicleta para espanar. Há quem diga que foi falta, mas acho que ele comeu mosca mesmo. Osómi fizeram valer o tal “quem não faz, toma”.
Mano Mano bem que tentou, trocando Edu (péssimo) por Elias e depois deu refresco para o Marrento.
Mas o técnico pode ser o maior gênio – se neguinho não jogar bola, não tem milagre.
Além disso, hoje era aquele dia em que se a partida durasse duas semanas, eles iam fazer mais uma dúzia de gols – e a gente nenhum.
…
Pra terminar, o Pequeno Gafanhoto fez uma lambança daquelas que o condenam a ser reserva do Rafael Zureba, que é mais goleiro mesmo.
…
Vale dizer ainda que não jogamos contra ninguém: o Grêmio Empresários foi cascudo.
Sem a folga projetada pelo professor antes da rodada, a coisa começa a ficar embaçada no Paulistão.
Agora, fala doente. Hoje é dia de Sessão Descarrego.
Soem as cornetas e s’imbora Timão!





