Hoje é um dia mágico, um dia especial, um dia para guardar no coração.
Estou meio sumida (de novo, rs) por conta do excesso de serviço, mas não poderia deixar de passar por aqui no dia de hoje.
Um dia para não esquecer. E não esquecer em todos os anos, o que o torna ainda mais maravilhoso.
Em uma vida cheia de coisas passageiras, ter algo assim tão grande na alma é um privilégio.
DE TODOS NÓS.
Que não abandonamos, que sofremos, que choramos, que rimos, que xingamos, que exaltamos.
Um time de garra, de vontade, de luta, que é espelho dessa gente aguerrida que o fundou, daqueles que acompanharam e já se foram, os que o acompanham hoje e dos que ainda vão nascer.
Crianças que aprendem a dizer “Timão” antes de “mamãe” e “papai”.
Famílias que vão juntas ao estádio, que roem as unhas unidas em frente à televisão.
Camisas. Bandeiras. Fogos. MANTO SAGRADO.
Segunda pele, que daqui a pouco é capaz de andar sozinha por aí.
Ser corinthiano é mais. É uma questão de ALMA. Faltam-me até as palavras, porque um amor tão grande assim não se explica. Foge à razão. Só pode ser entendido com a voz do coração.
Alguns dizem “todo dia é dia do Corinthians”. Mas é importante e válido ter uma data especial, só nossa, uma data para a eternidade.
Eterno como essa paixão que temos por ele.
Dizem que paixões são temporárias. Ledo engano. Quando é cultivada, quando é benquista, quando faz parte do que somos, ela continua. E cresce. E extravasa.
Corinthiano não sabe. Corinthiano sente.
Uma explosão de sentimentos, expressão maior de nossos afetos.
EMOÇÃO.
No começo ia falar da história, de grandes jogadores que honraram o manto alvinegro, de decepções e alegrias, grandes alegrias.
Primeiro título brasileiro. 16 de dezembro de 1990. Neto e Ronaldo.
O maior deslocamento em tempos de paz (parafraseando Juca Kfouri). Invasão Corinthiana. Maracanã, 1976. Tobias.
O fim do jejum mais inexplicável que existe na face desta Terra, porque não conheço outro caso em que a torcida só fez crescer. 13 de outubro de 1977. Basílio. Um bate, rebate e o grito de gol como só pode ser no Corinthians.
Primeiro campeão mundial (reconhecido pela Fifa, não tem nada de torneio de verão, quem é que disse que precisa sair do próprio país para ser campeão? Quem diz isso está com inveja). Janeiro de 2000. Pé de Anjo.
Democracia Corinthiana. Quem disse que futebol não combina com política? Nossa contribuição para a abertura do país. Sócrates. Grande, Craque, Inteligente. Corinthiano. Casão. Que deu a volta por cima como só corinthiano sabe.
06 de agosto de 1995 (se não me falha a memória). Ribeirão Preto. Falta na entrada da área. O Corinthians perde o jogo, o que dá o tricampeonato paulista ao time sem nome. Marcelinho vai. Silêncio. Nem se respira. Dá prá ouvir uma mosca zunindo. E, de repente, o ar solto dos pulmões e o som mais incrível do mundo: gol do Corinthians. Empate. Prorrogação. Elivélton, que saiu do banco de reservas, desempata. Eu estava lá.
01 de julho de 2009. Choperia Estádio Museu Preto e Branco, no Tatuapé (onde mais poderia ser?), em São Paulo. Uma fila enorme. Uns seguranças dizendo que não tinha mais lugar. E uns teimosos (eu inclusa) que não arredavam pé. Mais de meia hora na porta, esperando a sua vez. Faltando menos de dez minutos para o jogo começar, entro. Uma festa. Cantamos. No final, a rua é tomada. rojões, fogos e ninguém nem se incomoda por demorar a sair. Jorge Henrique, pequenininho e que subiu mais do que todos os grandões dos chorolados. André Santos e seu golaço, sua melhor partida pelo Timão. Felipe e defesas precisas. Passaporte para a Libertados do centenário (que não é obrigação mesmo, mas seria ótimo se ganhássemos ano que vem).
Corta.
02 de dezembro de 2007 (quem acho que eu não ia falar, errou! rs). Uma data para esquecer. Mas será mesmo? Será que não foi a partir dela o nosso, digamos, renascimento (ou reconstrução)? Porque, depois, nunca se viu torcida tão festiva, tão unida, tão CORINTHIANA. Acredito que não seja necessário passar por uma situação dessas para resolver o que está errado. Mas a questão é que tudo estava muito errado. E aí foi preciso um choque. Para nos lembrarmos do que somos, de onde viemos, do que realmente queremos. Que os fins não justificam os meios (por isso, olhos bem abertos).
25 de outubro de 2008. Já na entrada para o Pacaembu sentia um clima diferente. O sentimento que saía de nossas vozes era tão imenso que extrapolava os limites do estádio. Choro. Dessa vez de alegria.
Porque se não pode ser chamado de “conquista” nos estritos termos futebolísticos, é uma vitória de todos nós como torcedores. E, por que não, como seres humanos. Porque é na adversidade que se forja o homem (acho que eu já disse isso em alguma outra oportunidade… rs). Um time que saiu do nada e foi sendo construído com o passar do tempo. Uma FIEL que se reencontrou, depois de alguns inescrupulosos terem desejado tirar nosso bem mais precioso. Fiel que não é fiel por acaso. Que se expande nos momentos menos propícios. E se alguém ousar atitudes vis, estaremos ali.
99 anos de amor, paixão e entrega. E de cobranças também, porque quem ama quer ver o objeto do amor superar-se, destacar-se, porque sabe que ele pode.
SALVE O CORINTHIANS, ETERNAMENTE EM NOSSOS CORAÇÕES! Não pára, não pára, não pára!




