Cheguei cantando e assobiando hoje no trabalho, como faço quase sempre.
Mal sabia que meu dia seria estragado em minutos, pelo primeiro comentário do colega que me aguardava ansioso para repassar a informação recebida logo cedo.
Ele é jornalista, com longa experiência na agenda esportiva de São Paulo, e foi logo me avisando ( ou ameaçando?) que fontes quentes do Parque São Jorge estão dando como certa a saída do treinador Tite do Timão no próximo final de semana, caso sejamos derrotados pelo time-do-nome-proibido.
Até aí, nenhuma novidade. Até as calçadas de SP sabem que o Rei da Treinabilidade está pendurado na broxa já faz um tempo.
O inacreditável veio na frase seguinte: ” … e a diretoria já está preparando a contratação do Dunga ou Carpegiane”.
É claro que meu dia acabou ali, naquele exato instante em que a frase foi emendada por todo tipo de impropério, numa sopa de letras bem conhecida, que sempre mistura siglas famosas (PQP, VTNC, FDP) com expressões incompreensíveis ( morra no baralho, ou algo assim) tudo muito adequado aos desabafos de arquibancada mas não ao ambiente de um escritório de agência de comunicação.
Eu costumo repetir, há anos, uma frase já conhecida de todos os meus amigos, sobre a escolha de treinadores de futebol: quando um cartola tem um problema na equipe e resolve contratar o Celso Roth, Geninho ou Carpegiane, ele demonstra que não pretende resolver o problema. Por que isso nunca aconteceu. Simples.
Pior ainda que isso foi a conversa que rolou semana passada que o treinador preferido de André Sanchez para o Timão seria Luiz Felipe Scolari.
O respeito que ainda tenho pelo nosso presidente (considero um dos mais importantes da história) fica bem pertinho do bueiro nessas horas. Pra mim, esse tal de Felipão é dos piores venenos a que os nossos jovens já foram expostos (só perde pro Galvão Bueno), pelo exemplo de valorizar a conquista a qualquer preço, onde o fim justifica os meios.
É claro que nenhuma dessas opções pode ajudar o Corinthians.
E como estamos liderando o campeonato, com grandes chances, portanto, de conquistar vaga para a Libertadores do ano que vem, vamos logo dar um jeito de melar tudo no final de ano, pra não ter chance de fazer um bom papel na competição Sul Americana que tantos torcedores desejam mais que qualquer outra coisa.
Eu já afirmei muitas vezes que desejo, sim, que o Corinthians vença aquela competição. Mas não dou tanta importância assim a ela, como a maioria dos torcedores fazem. Entendo que a conquista de títulos inéditos move a paixão dos torcedores, mas preferia ganhar 10 brasileiros (que é a competição mais difícil) do que uma Libertadores.
Mas essa já é outra conversa. O importante aqui é essa impressionante capacidade do Corinthians de arranjar crise quando vai enfrentar a Libertadores. A gente vai pra tal copa sempre da mesma maneira: ou sem time, ou sem treinador. E o resultado é sempre o mesmo: vexame.
Não gosto nem um pouco do treineiro Empatite, preferia que ele saísse logo, mas vou torcer como nunca nesse domingo por uma vitória.
Não sei se o clube vai mesmo cometer essa atrocidade, contratar um desses “gênios” que estão sendo especulados.
Mas, faço desde já uma declaração: caso isso aconteça, colocarei meu corinthianismo em coma induzido até essa fase passar, pra preservar minhas chances de sobrevivência.
Quando isso acabar, me tira o tubo!






