O jogo foi mais ou menos como este vídeo. Só que durou mais de uma hora e meia.
Rapaziada Fiel, deu dó dos 10 mil fiéis que morreram com uma bunfa pra entrar no Arena Barueri. Era o caso de pedir o dinheiro de volta na porta da bilheteria.
Jogando contra um adversário moralmente nocauteado, pensei que os heróis iam querer fazer saldo de gols (falo um pouco mais sobre isso no fim do post). Que nada. Com a lista de quem vai à Libertadores definida, vimos dois tipos de jogador: a turma da pipoca e os desmotivados.
Houve uma única excessão: Edu. Este não se escondeu, não fugiu da bola, suou e participou dos noventa minutos – mesmo quando já estava pregado.
Tudo bem, dá para entender que uma contusão num jogo contra o Rio Branco pode tirar o sujeito da estreia do torneio colocado pela diretoria e parte da torcida como o objetivo do ano. Mas acho que a Manada exagerou.
No primeiro tempo, o time sofreu de Armandite Aguda. Era toquinho pra lá, toquinho pra cá, driblezinho, pedaladinha, cavadinha… tudo assim, no diminutivo. E bola pro gol que é bom, necas de pitibiribas. Era um tal de tocar de lado e levantar para os gigantes Iarley, Morais e Matias. Só faltavam mais quatro e a Branca de Neve dentro da área.
E falando no nosso camisa 9 de hoje, entendo sua importância para elenco e as competições que disputamos. Mas, ali, nas quatro linhas, hoje ele não teria chance de ser sequer reserva. Ainda não pegou o ritmo e o entrosamento para fazer o que pode pelo Timão.
Por isso, quando mano Mano mandou o Dentinho aquecer, não achei que ele ia tirar o Morais, que rendia bem mais na partida. Eram ele, Edu, Matias e Marcelo Mattos que começavam todas as jogadas no meio.
Também não podemos deixar de reconhecer que o adversário tinha dois bons destaques: o goleiro, que fez a diferença; e um ala esquerdo que pôs todos os reservas do RC, atuais e anteriores, no bolso.
Do nosso lado, vale destacar ainda o Rafael, ótimo camisa 1, que evitou as três chances do Rio Branco arrancar da gente até o pontinho do jogo em casa.
No segundo tempo, com Edu mais cansado e sem a armação de Morais, a bola chegou menos à frente e nem Dentinho deu jeito na coisa.
O velho Souza ainda deus as caras, surpreeendendo quem achava que só tinha pé torto em futebol. Existe o cabeça torta também.
Enfim, um jogo chato pra caramba, que não merece o melô do cidadão aí em cima, nem tantas linhas de texto.
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Todo mundo pronto pra quarta? Eu ainda dependo de liberação do departamento médico e do financeiro pra ir à Casa do Povo na quarta. Tô com uma tosse dos diabos e 200 paus é meio ardido.
Já a lista do Mano tá pronta, né? Boquita, Edno, Dodô e Moacir devem ficar de fora. É isso mesmo, doentada?
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Para quem não sabe, num destes absurdos do futebol, faz dois meses que os atletas profissionais do Rio Branco não vêem a cor do pagamento. Uma coisa indigna, que me faz lembrar um aniversariante de ontem, Doutor Sócrates. Além de ser um craque de bola, sabia assumir posições corajosas em horas como essa.
Hoje, olhando crônica esportiva e jogadores, não aparece um para defender realmente os atletas deste tipo de cartola.
Nas transmissões, a cogitação de uma greve é rechaçada como algo pouco inteligente. Quem fala isso nunca viveu a situação de um salário atrasado, compromissos vencidos, cara de tacho para o senhorio na hora de pagar o aluguel. E, ainda por cima, trabalhando!
Não sei se é o caso dos jogadores do Rio Branco, não tenho informações para avaliar se o melhor para eles seria ou não entrar em campo. Mas negar-lhes este direito (sim, a greve é um direito defendido em lei) é voltar ao tempo da escravidão.
Saudades do Magrão.




