Um dia, tudo o que falamos aqui sobre jogar sem goleiro viria à tona.
O dia chegou.
Julio Cesar levou um frango aos 12 do primeiro tempo, quando dominávamos a partida.
O Timão tentou, foi pra cima, mas foi ficando nervoso conforme o ponteiro corria. Levou mais um quando era todo ataque.
Voltou melhor, descontou.
A arquibancada desceu a campo, virou o tradicional bumba meu boi.
Nosso goleirinho cobra um tiro de meta ridículo – mais um dos trocentos que executou durante a curta carreira.
Eles apanharam o contra-ataque e fizeram o terceiro.
Chegamos ao segundo, mas não havia mais tempo para empatar.
O futebol de hoje é cruel e o balanço é claro: levar dois gols bestas numa só partida não tem perdão.
Tudo é alto rendimento.
O Coringão tem um dos melhores elencos do futebol brasileiro – menos onde começa a escalação de qualquer equipe.
Quer dizer, o titular. Porque os dois reservas são melhores.
Mas em nome da “família Tite” não têm chance de vestir a 1. E o ludopédio de hoje não perdoa erros grotescos.
Portanto, o Timão está fora das finais do Paulistão – em que foi líder nos pontos corridos – por causa da teimosia do treinador, que reluta em colocar o melhor em campo.
O resto é firula.
Sofro, como sofre a Fiel, porque estamos fora do campeonato mais importante do ano.
Mas alguém aí já deixou de berrar pelo Todo Poderoso por causa de um tropeço ou outro?
Vai Corinthians!


