Elias tentou fazer um bico de maestro – mas não rolou.
Se alguém não esperava ou não conhecia, foi apresentado ao melhor estilo mano Mano de jogar a Libertadores.
Ele queria um pontinho.
Trouxemos um pontinho.
Armou duas linhas com um batalhão de volantes e largou o Gordo, prestes a ser promovido a Boi, sozinho lá na frente. Frente é modo de dizer: no círculo central.
E o plano do professor ia dando certinho, não fosse por alguns detalhes. Juça não estava nos seus melhores dias. Marcelo Mattos inclassificável, e a dupla de zaga aquela coisa emocionante.
Na base da ligação direta, o fuquinha 68 que levamos a Bogotá não embalava.
O Boi bufava, cansado de carregar o corpanzil por aquela imensidão de gramado.
O Professor bufava, inconformado a cada passe errado no meio.
Eu bufava – de muita raiva.
Dona Baratona bufava: pô, pára de bufar, amor.
Resumindo a Ópera Bufa: Osómi eram fraquinhos, mas a gente conseguia ser pior.
Tirando um filho que o Marcelinho Paraíba fez no Panamá e um ala esquerdo, eles eram praticamente um Sertãozinho com a obrigação de vencer.
E tinha também nossos dois amuletos: o jogador Pardo e um bandeirinha irmão Gêmeo do Edilson. Se não fossem os dois, o caldo teria entornado.
Depois de um primeiro tempo mala, achei que o mano Mano ia tirar o Mattos, botar ali Jucilei e liberar uma vaga – ou para o Tcheco, ou para Dentinho. Se fosse o último, recuava o Danilo para o meio.
Assim, teríamos um meia com cara de armação, porque aquela história de paulada do RC, lançamento do Chicão, balão do Felipe ou armação do Elias, não ia pra canto algum.
Não foi nada disso, e mano Mano queria mesmo era regular a mixaria.
Botou o Dentuço no lugar do Danilo.
Osómi gostaram. Vieram pra cima e ficaram lá martelando até que o Trio Parada Dura, Marcelo Mattos (virou de ladinho na hora do cruzamento), Juça (que pensava na morte da bezerra) e Chicão (que golpeoou fortemente o vento, com grande possibilidade de aparecer no Fantástico), deixou um Medelino na cara do Felipe.
Mano Mano apontou pra um deles – não vi quem – com cara de quem diz: tá vendo?
Sua aposta apertadinha ia virando fiasco, a liderança escorrias pelos vão dos dedos.
Pensei: agora o Binhaum vai ter um infarto.
Até que o moleque, safado quem nem só ele, recebeu do Jota Marrento – mais marrento do que nunca – limpou uma meia dúzia e acertou um inédito tijolo na forquilha.
Fez coração, mandou bitocas, beijou Seu Dentão e Dona Dentona, a festa de sempre.
O bicho da rapaziada estava garantido.
O pontinho do chefe também.
…
Só nós, que queríamos ver futebol, é que ficamos chupando o dedo.
…
O Timão encara os filhos de João Ramalho no fim de semana. Das sete que faltam, é uma das três que são pedreiras. E na briga direta pelo G4.
A Manada vai ter que gastar alguma bolinha.
…
S’imbora, Timão: minha vida, minha história, meu amor!



