Em condições normais de temperatura e pressão a gente nem reclamaria do Trio Sem-Mãe. Como o Coringão jogou muito pouco, não teríamos o direito de falar dos professores.
Mas hoje não dá, foram eles que determinaram o placar.
Logo na abertura dos trabalhos a nossa defesa fez a linha burra sem contar que o jumento que levantava a bandeira não a compreenderia. Aí um dosómi lá – de sabonete de um lado e bucha do outro – esticou o braço e acabou atrapalhando JC. Quando o carequinha viu que a bola passou deu aquela batida de roupa pra dentro da área, e eles acabaram marcando. Era causo de impedimento, falta e cartão amarelo no mesmo lance. Ninguém viu nada.
Nossa reação demorou a sair, já que a gente não tinha um articulador em campo. Aliás, não tinha nem um Danilo, que todo mundo reclama mas vê a falta nestas horas. Tem nada, não: Maestro Canabrava está de volta para fazer suas dancinhas esquisitas e gastar a bola.
De volta ao jogo, quem acabou quebrando o galho no meio foram JH e Liedson, que recuavam até o círculo central para ver se conseguiam levar a bola até a área deles.
Foi aí que entrou o Trio de novo: a turma da linguiça baixou todo o equipamento do açougue e resolveu parar o Timão na bordoada. O pau cantou bonito. Sobrou até pro Pequeno Gafalhoto, que levou uma tatuagem de chuteira pra casa.
Quem comandou o cacete foi um fulano que terminou a partida em campo, tal de Astorga. O nome, a classe e a elegância do cidadão o encaixam muito bem no rugbi.
O Corinthians simplesmente não conseguiu chegar à área deles porque todo mundo apanhava lá no meio de campo. Não acredito que isto aconteceu por causa do clã Chedid, que manda na Federação desde a idade média. Desconfio que o do apito era ruim mesmo.
Tanto que até expulsou um auxiliar de açougueiro, isto já no finalzinho do primeiro tempo.
Virado o jogo professor Rolando Lero deu uma força pro azar ao não mexer um fio de cabelo no time. Com um a mais, a gente chegava pelas pontas e levantamos na área mais ou menos 2.750 bolas.
O zagueiro mais baixinho deles tinha sido pivô na NBA. O nosso mais alto é o meia-porção Liedson.
Jogando deste jeito, a grama do Pacaembu clamava por Elton. Ele colocou o nosso único bom de cabeça aos 30 e lá vai fumaça, quando JH, Gilsinho e os alas não tinham mais fôlego pra ficar chuveirando.
Antes disso, Falamuito tinha trocado, bem, Ramón por Vitor Júnior. Pelos critérios justos do juiz, Vitor foi expulso por levar dois amarelos. Saiu chorando, com total consciência de que perdeu uma das poucas chances que terá.
Quando ele saiu de campo igualando o 10 a 10, Ramirez, um dos melhores no segundo tempo, já tinha empatado a bagaça com um golaço, soltando o sapato do meio da rua.
Ameaçamos aqui e ali.
Tivemos um pênalti escandaloso não marcado.
Mas hoje era dia da Zica.
Agora é se preparar pra pegar a bugrada na terra sanpaulina.
Vai Corinthians!
…
É claro que Douglas aumenta o grau de cachaçabilidade no PSJ – que já não é pequeno com Adriano sentado no balcão do CT. Mas eu acredito que ele é o toque de bola que faltava naquele meio pra frente. Por um preço mais camarada que o Montillo, que o futebol não está para ficar brincando de torrar dinheiro.
E pra você, doente? Maestro Canabrava vem pra estourar?

