Tá virando moda: Todo jogo tem festa do Cabeludinho
Guerreiro, solidário, matador. Os adjetivos que todo Corinthiano sonha em ver no seu time, estavam presentes e esta equipe ideal encantou a Fiel hoje na Casa do Povo.
Pulemos a primeira etapa, que foi um ótimo pugilato de defesas e meios defensivos, batalhas táticas etc e tal e vamos ao que interessa.
Os últimos vinte e cinco minutos do jogo foram daqueles de se guardar na memória. O ápice do cume do topo do auge começou com Fábio Santos, que cruzou, Sheik fez o corta-luz, Paulinho pegou meio atrapalhado e ajeitou de lado para Wiliam.
O moleque fazedor de diferença deu o que só se pode definir com palavras emprestadas do vôlei: uma cortada daquelas que cravam no chão. A pancada seca, forte, perfeita foi parar no fundo sem chance para o goleiro, depois de vencer o espaço que separava dois zagueiros.
Gol cheio de testosterona.
O cara ficou maluco, saiu bufando, esticando o corpo inteiro, berrando que nem os loucos do bando de loucos que encheram o estádio nesta quinta.
Foi tipo abrir lata de palmito emperrada, sabe?
A recompensa foi ver a cara dos – como é mesmo o nome do coletivo de extremamente coitadinhos?
O negócio ainda ganhou mais cores porque o Filho de uma Chocadeira que apitava a partida já tinha nos surrupiado um pênalti com direito à cartão vermelho depois de uma cotovelada em Sheik – lance que rolou a menos de dois metros do meliante.
E um minuto antes de estufar a rede, Wiliam furou um cruzamento de Sheik na área.
Com o conjunto da obra, depois de um primeiro tempo super renhido, num jogo em que fomos parados na porrada (alguém tem aí o número de faltas perpetradas pelos desbotados?), roubados por Sua Senhoria e secados por todo mundo que é infiel, vencemos Corinthianamente.
Tem gente que pode até preferir arte, firula, pinturas de gol.
Sinceramente, pra mim, este de hoje valeu mais, porque é como se fora a concretização da alma alvinegra: gol suado, brigado, contra tudo e todos.
Fala doente: tá vendo alguém no retrovisor?
…
A Cesar o que é de Cesar: Professor Rolando Lero demorou, mas trocou bem hoje. No lugar de um Liedshow baleado (levou muita porrada), botou Sheik que, cheio de fôlego e bola, ajudou a gente a chegar lá.


