
Em setembro falei aqui no BT, com muita empolgação, a respeito do time feminino do Corinthians. Na época estávamos bem próximos de conquistar o campeonato Paulista e estrear na Copa do Brasil. Tínhamos no elenco a estrela Cristiane, e possibilidade de contratar a melhor do Mundo, Marta.

Pois bem, o tempo passou e nenhum dos títulos veio. Fomos eliminados pelo STJD nas quartas-de-final da Copa do Brasil, pela escalação irregular da jogadora Nildinha. Sentindo o baque da desclassificação no torneio nacional, as meninas tropeçaram no Paulista, ficando em 4º lugar. Cristiane se transferiu para os EUA.
Seriam noticias ruins tanto para um time feminino, quanto para um time masculino. Mas no caso das corintianas o efeito foi pior. Terça-feira, dia 10 de março, o Corinthians anunciou uma parceria com o São Caetano/Unip, mantendo apenas 3 jogadoras do elenco de 2008.
Calma, não foi simples assim: perdeu, saiu.
Como se sabe, qualquer esporte necessita de grana, que vem normalmente do patrocinador. No futebol feminino, isso é um dos maiores obstáculos. Ano passado fomos agraciados com a assistência do Hospital Villa-Lobos e a importadora Casa Flora, mas não havia nada definido para 2009.
Dinheiro no Corinthians, por enquanto, é raridade. Com a crise, se há dificuldade até mesmo para fechar o patrocínio do time principal, consegui-lo para as meninas é jogada de sorte. Para continuar com o futebol feminino o Corinthians fechou parceria com um time praticamente fechado, dispensando atletas como Juliana Cabral e Karina, que se revoltaram por saberem da dispensa pouco antes da data prevista para reapresentação do elenco. Da minha parte, não condeno, nem defendo Andrés Sanchez. A justiça que decida.
Só quero refletir com os maninhos a seguinte questão: como conseguir patrocinador para um time, que disputará no máximo dois campeonatos no ano, sendo o maior deles, a Copa do Brasil, sem realização certa?
Não é segredo a inexistência de um calendário (logo apoio) para a categoria. A CBF trata o futebol feminino com descaso. A 2ª edição da Copa do Brasil só foi realizada depois de muita pressão motivada pelas conquistas de Marta e Cia. Estas não foram suficientes para receber atenção das autoridades do futebol brasileiro. Claro, o fato de a melhor jogadora do mundo ser brasileira não implica na divulgação e investimento neste esporte. Brasileiro não gosta de futebol feminino, por isso que apenas 70.000 pessoas acompanharam a final do Pan. Será mesmo a categoria não merece pelo menos a criação de uma federação? Ao menos um campeonato anual GARANTIDO?
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Valeus

