Este mês, o Morumbi balançou como sede paulista do jogo de abertura da Copa 2014. Aliás, balançou como sede dos jogos. As razões, todos nós que já fomos ao Panetone sabemos de cor: não tem estacionamento, não tem metrô, as vias de acesso imediato são pequenas. Ir ao Panetone em dia de jogo é um inferno.
O nome do herói que viu o óbvio e jogou um balde de água gelada na bambinada é Jérôme Valcke, secretário-geral da FIFA. Já pode ser eleito aqui no BT o Mano do ano.
Mas se a FIFA critica o Panetone, o que sobra para sediar os jogos? O governador Serra, porcolino, descarta a construção de um novo estádio para isso. Diz que São Paulo já tem estádios demais: Burrão, Panetone, Chiqueiro e a Casa do Povo. Se o projeto da porcada der certo, por exclusão, os jogos da Copa podem ir parar lá no Chiqueirão.
O presidente Lula, mano, deixa escapar aqui e ali que gostaria de ver um Fielzão construído a tempo.
O presidente do comitê oficial da Copa em São Paulo, Caio Carvalho, bambino, descarta dinheiro público nisso e diz que não dá para fazer uma nova arena até 2014. O prefeito Kassab, bambino, gosta da idéia de construir um novo estádio em Pirituba, numa área cujo uso está em licitação.
Este aí é o pano de fundo – quer dizer, isso é o que eu leio por aí ou ouço falar. Não sou repórter, não apurei, não sei se o que está escrito aí em cima é 100% correto.
Ainda na linha da especulação, fala-se em usar o Campo de Marte, de onde sairá o trem bala para Guarulhos-Rio. Ali poderia se erguer uma arena ladeada por hotéis, shoppings estacionamentos etc e tal, que junto com o que já existe no Anhembi, seria um super complexo de lazer e eventos na cidade. A vantagem: o terreno já é público e o metrô está do lado. Até 2014, terá um trem-bala ligando o local ao Aeroporto de Cumbica.
Dentro do clube, dizem, há pelo menos duas dezenas de projeto de arena. Em todos eles falta o principal: cacau.
Para a Copa de 2014, o BNDES já garantiu quase 5 bilhões para construção e reforma de estádios. Cada uma das arenas que vai receber os jogos pode tirar até 400 milhões. Esta é uma saída? Não. O BNDES só emprestará a prefeituras e governos. Em São Paulo, os dois são contra um novo estádio, que poderia ser arrendado para o Timão. Nos moldes do que aconteceu com o Botafogo e o Engenhão no Rio.
Dentro do Clube, segundo reportagem do JT, haveria duas correntes. Uma “chefiada” por Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing. Ele quer dar um tapa no Pacaembu, construindo camarotes que financiariam uma reforma feita pela Odebrecht. Para isso dar certo, é preciso vencer a resistência da vizinhança – que deve adorar ver as ruas do bairro bacana com aquele bando de Zinas. Depois é preciso aprovar no poder municipal esta solução, que deve ser uma cessão pública por um tempo limitado. Ou seja: a gente ia morar de aluguel por 30 anos.
A outra proposta surgiu em julho. Está em cima da mesa de Sanchez. Um grupo chamado Advento, que reúne quatro construtoras, apresentou projeto de uma arena para 60 mil doentes, ao custo de R$ 350 milhões. Lá no terreno que o “velho” Vicente Matheus conseguiu em Itaquera.
A venda de camarotes e cativas comporia uma parte do dinheiro, mas falta um bom pedaço. Que só pode vir de dois lugares: ou do BNDES – que emprestaria ao grupo empresarial e não ao clube -, ou de parceiros privados. Nos dois modelos teríamos sócios na Arena.
Se isso tudo que está aí em cima for verdade, eu penso o seguinte: a diretoria já perdeu muito tempo com isso. Já tinha perdido até o bonde da Copa, que resolveu passar de novo depois que a FIFA detonou o Panetone. A agenda de 2014 ajuda a criar um clima de investimentos e isso não pode ser perdido – mesmo que o Fielzão não seja sede dos jogos.
Gosto do trabalho do marketing, ele deu algumas dentro. Especialmente a do Gordo. Mas pagar cativas e camarotes para trinta anos? Colocar dinheiro no Paca e não fazer ali uma Arena, com estacionamentos, cinema, shopping?
Pra mim isso é gastar vela boa com defunto ruim.
Sobrou torcer para que o tal Advento seja de verdade. E que a gente consiga superar a incompetência histórica somada à oposição dos infiéis – que nunca suportaram a idéia de ver a Fiel em casa.


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17 comentários
eu prefiro estadio novo….nada de aluguel….
vish o videozinho do bambi ficou ilario rs
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Por favor, de voz ao meu PROTESTO:
Não é possivel que a diretoria do corinthians de EXCLUSIVIDADE a radio ENERGIA97 a campanha do NAVIO DO TIMÃO.
o PROGRAMA estadio97, ¨mete o pau¨no presidente do Timão, com baixarias sem limites…
O programa conta ainda com um ex-conselheiro do Timão, o tal de BEIJAMIM BACK (tambem colunista do LANCE), que ¨se traveste¨de corinthiano para dar ibope, e ¨desce a lenha¨no Timão.
Não pode ser…
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Eu acho inacreditável que ainda existam corinthianos defendendo esse aluguel do Pacaembú. Nós não precisamos de casa alugada ou emprestada. O Pacaembú JÁ É NOSSO, caramba! Sempre foi e sempre será. É o nosso cantinho, nosso abrigo, onde colocamos o calor humano em campo, jogando pra vitória em todos os jogos, como mandante ou não.
Mas todo corinthiano tem que perceber que nossa declaração de independência só acontecerá no dia em que tivermos uma arena moderna pra podermos explorar todo o potencial que representa nossa imensa torcida.
Eu tive a felicidade de conhecer o complexo formado em torno do estádio do Barcelona e constatei a gigantesca importância que aquilo representa para a grandeza do clube.
No dia que o Corinthians tiver um complexo à sua altura, não haverá clube na América que possa ser comparado a ele.
E isso até hoje só não aconteceu por causa da má vontade do poder público e a desonestidade e covardia dos nossos dirigentes.
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Pessoal, acho que tem uma confusão aí. Quando se fala em concessão do Pacaembu, não se está falando em “aluguel” ou “empréstimo”. São coisas completamente diferentes. Aluguel é o que o Corinthians faz hoje: o município administra, a gente vai lá e paga uma grana pra usar. Com a concessão, o clube ficaria com o controle total do estádio. Teria que fazer um investimento em reforma e, em contrapartida, poderia usá-lo como bem entendesse. Poderia ter camarotes particulares, por exemplo, pros (poucos) ricaços alvinegros colocarem uma grana mais polpuda no cofrinho do clube. E se a porcada ou os lambaris quisessem mandar jogos lá, pagariam aluguel à diretoria corinthiana.
Pessoalmente não acho um mal negócio. Primeiro porque o Pacaembu é a nossa casa, o lugar onde nossa história gloriosa se fez. Tem uma mágica ali, um negócio sagrado. Depois porque não é vergonha nenhuma ser “meio proprietário” do estádio. Ao contrário: acho que só um time como o Corinthians pode ter um estádio que é ao mesmo tempo dele e do povo paulistano. Essa coisa de que continuaríamos sem estádio é discurso de bambi, de gente que acha que ter uma propriedade vale mais que ter uma paixão – aliás, eles nem sabem o que é ter uma paixão.
E tem uma terceira coisa. A FIFA já sinalizou que, com um bom projeto, o Pacaembu pode desbancar o privadão na Copa-14. Pelo que saquei, o projeto apresentado ontem é bem redondinho. Teria um segundo anel de arquibancadas, derrubada do tobogã, cobertura, estacionamento subterrâneo, contrução de camarotes e cativas. Teríamos o estádio mais moderno do Estado, com capacidade para 45 mil loucos. Faríamos a abertura da Copa. Nosso escudo estaria lá, na lateral do campo, mostrando ao mundo todo a dimensão de nosso orgulho e grandeza. Não acho pouca coisa não.
Mas é claro: tem o custo. E aí realmente pode ficar inviável ter que arrumar 250 milhas. Acho esse o único argumento convincente contra a concessão do Pacaembu. Se for possível conseguir a grana, porém, sou favorável.
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Ganzza Respondido em setembro 30th, 2009 12:00:
Mas um dos problemas é exatamente esse, Chicó. Investir 250 milhões numa propriedade que vc vai ter que devolver não me parece bom negócio. Se as possibilidades de uso futuro são tão boas, porque a própria prefeitura não investe nisso? Os estádios públicos que temos pelo país demonstram bem a importância dessa opção. Até a cidade de Barueri está concluindo sua arena, com apoio da iniciativa privada, como poderia ser feito em SP.
Também não acho vergonha alguma não possuir um grande estádio próprio. Mas que faz uma diferença brutal para a independência financeira do clube é inegável.
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Chicó Respondido em setembro 30th, 2009 13:24:
Entendo o seu ponto, Ganzza. Só que o Corinthians não vai necessariamente ter que devolver o Pacaembu. Essas concessões são renováveis. A prefeitura não tem o menor interesse em manter o estádio, porque ele é deficitário. O aluguel que o Corinthians paga hoje é a única receita que eles têm, e isso não é suficiente para manter o negócio. Se o clube administrar o estádio, recolhendo bilheteria, camarotes, cativas, isso tudo sem ter que pagar aluguel, pode ser bastante rentável sim. Duvido que o investimento não dê retorno em alguns anos.
É claro que não dá pra tirar os 250 milhões do bolso. É preciso pensar em parcerias, fazer cálculos, botar tudo na ponta da caneta. Mas eu não descartaria a idéia de antemão. Pode ser bom pro Corinthians. Nossa independência financeira pode vir com o Pacaembu, sim. Eu acredito.
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Ganzza Respondido em setembro 30th, 2009 19:51:
Tenho certeza de que nós dois queremos acreditar numa boa solução pro Coringão, embora pensemos diferente. Eu vou torcer bastante pra que você esteja certo, porque parece que a solução que você defende tá muito mais próxima do que a que eu defendo. Então, que tudo dê certo pro Timão, mano.
Edson Respondido em setembro 30th, 2009 13:40:
Mano Chicó: apesar da divergência, valeu o comentário.
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Chicó Respondido em outubro 1st, 2009 9:24:
Pois é. O que eu acho, no fundo, é que não vai ter solução mágica pra essa história. Todas as alternativas vão ter pontos positivos e negativos. Notem que minha defesa do Pacaembu depende das coisas funcionarem “idealmente”: o Corinthians consegue parceiros, negocia a dívida, costura um contrato transparente com a prefeitura… Se não for pelo caminho reto, melhor continuarmos como estamos. Enfim. Bom conversar com gente inteligente. Gosto deste blog por causa disso. Abraços.
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Claudio Respondido em outubro 1st, 2009 15:11:
Realmente existem os dois lados da moeda, é inevitável.
Ocorreu-me uma dúvida ao ler agora os posts: ¿ao se confirmar essa hipotética concessão, onde o SCCP mandaria seus jogos, já que o Pacaembu estaria interditado para a reforma?
Edson Respondido em outubro 2nd, 2009 19:00:
Há uma idéia de mandar os jogos na Fazendinha reformada. Acho que os clássicos iriam para o interior, né?
O que eu acho é que não podemos passar essa oportunidade. Temos que fazer o estadio da Copa. Não tem essa. Nossa diretoria está perdendo uma tremenda oportunidade de realizar o maior desejo do corintiano. Imaginem o que seria isso? Infelizmente, estamos nas mãos de quem pensa pequeno ou apenas nos proprios interesses. Não dá pra perder essa pros bambis. Não dá!!
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o time do corinthians esse ano ta gostando de se envolver em uma polemica em …eita noiss
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Fielzão 2014, o Presidente Lula Lelé, que chorou ao conseguir trazer olimpiada Rio 2016, como bom corinthiano, deveria se empenhar numa nova arena Fielzao 2014 como estadio de abertura da Copa. La bambinera no way……………
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Será que ajuda?
Será que o Rio sendo sede das olimpiadas de 2016, incentiva nosso timão a montar seu estádio?
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Edson Respondido em outubro 2nd, 2009 20:07:
Não tem nenhuma relação direta, mas o clima de euforia sempre ajuda, né?
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Bebedouro Respondido em outubro 3rd, 2009 11:01:
Acho que ajuda sim. Mas o que atrapalha mesmo é a cabecinha dos dirigentes. Só tem QI para os proprios bolsos.
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