Um dia após o clássico morno, com pancadaria dentro e fora de campo, a Bruninha aqui estava fuçando o site da Época e encontrou uma matéria legal sobre o polêmico rebaixamento rosa, em 1990.
O autor explica muito bem como os bambis conseguiram ser rebaixados num ano, e campeão no outro. Ele não só explica os fatos, como traz matérias que comprovam o que diz.
Saca um pedacinho do texto do André Fontenelle:
“Por mais que desagrade os são-paulinos, a verdade é a que segue:
Em 1990, o Campeonato Paulista foi disputado por 24 times. Havia a percepção de que eram times demais. Convencionou-se, então, que apenas 14 times disputariam o campeonato de 1991 – os 14 primeiros do certame de 1990. De alguma forma, o São Paulo “conseguiu” ficar em 15º, depois de ser eliminado na primeira fase (que classificou 12 times) e novamente eliminado numa repescagem (que classificou outros dois, completando 14). Para não melindrar susceptibilidades, o regulamento de 1990 dizia que “não haveria descenso”. Era só uma fórmula de cortesia: os times que não entrassem entre os 14 disputariam o que, na prática, equivaleria a uma segunda divisão.
Esse regulamento não foi cumprido. Diante do rebaixamento do São Paulo, houve uma virada de mesa. Os times rebaixados em 1990 (não só o São Paulo, mas outros importantes, como a Ponte Preta) ganharam o direito de lutar por três vagas nas finais. Foi assim que o São Paulo conseguiu a façanha, inédita no futebol mundial, de ser rebaixado em um ano e campeão no ano seguinte!
O argumento dos são-paulinos, portanto – de que o acesso no mesmo ano “já estava previsto” – é falso e errôneo. “
Pra ler a matéria completa segue o link:
A maioria aqui é ciente desse fato, e até o usa como argumento em discussões onde o nosso rebaixamento em 2007 é motivo de zoação por parte dos rivais. Na maior parte do tempo, porém, os bambis negam que caíram pra segundona do Paulista, e isso sim é motivo de vergonha.
Quando nos deparamos com situações como essa, notamos a grande diferença entre o espírito corintiano e o espírito bambi. Reconhecemos os erros que nos levaram a Serie Especial- erros por parte de diretoria, jogadores e torcedores, que culminaram com o episódio mais triste de nossa história- conseguimos corrigir alguns, outros ainda prevalecem, mas com o passar do tempo e muita atenção sanaremos os problemas existentes. O importante é que a queda serviu para acordarmos e acabou nos fortalecendo. Não o consideramos vergonhoso, não o negamos e duvido que daqui 10 anos tentemos apagá-lo. Já faz parte da história corintiana, serve como lembrete de como podemos atingir o fundo do poço e darmos a volta por cima. E pra falar bem a verdade, isso não afeta em nada o orgulho corintiano!
Deixando os rebaixamentos de lado e voltando para o jogo deste domingo, vale chamar atenção para a confusão após a partida. Ao contrário do que muitos imaginavam, não houve confronto direto entre as torcidas, mas sim entre os fiéis e a PM.
Circularam pela mídia e no site do SPFC imagens do estádio depredado, ato de obvio vandalismo e infantilidade de alguns indivíduos que se consideram torcedores, mas ao que parece apenas se camuflam no meio dos verdadeiros amantes do futebol para cometer atos violentos. Infelizmente casos como esses acabam manchando o nome da Fiel, e, portanto também nos cabe combatê-los.
Nada justifica vandalismo e violência, ninguém gostou da atitude dos rivais com relação aos ingressos, mas o único procedimento de retaliação aceitável é descartar jogos no Morumbi e nos jogos em que formos mandantes reservarmos apenas os 10% de direito.
No caso do pisoteamento na hora da saída da torcida corintiana, a PM quis jogar toda a responsabilidade para os próprios torcedores, que pagaram no mínimo R$40,00 para ficar espremido em um setor que estava em obras. Segundo relatos o corredor de saída do estádio era bastante pequeno, retardando a retirada da torcida visitante (em número bem menor), que ainda teve de esperar a saída da torcida multicolorida do Morumbi.
Quando finalmente os corintianos tiveram autorização para se retirar do estádio, uma bomba foi atirada no portão 15, a PM barrou os torcedores e usando bombas de efeito moral para levá-los de volta ao estádio. Torcedores assustados, cansados e apressados, num espaço pequeno: o resultado não poderia ser outro. Logicamente a culpa é do Corinthians.





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12 comentários
Eu não gosto de briga. Aliás, fujo delas o máximo que posso. Mas também não sou de levar desaforo prá casa, porque já engolimos muitos sapos na vida por obrigação. Então, quando o que está em jogo são outras coisas, como, por exemplo, diversão e nossos direitos, aí não deixo barato não. Por isso, apesar de estar com muita vontade de ir ao estádio no último domingo, fiquei em casa. Porque criaram muita celeuma. E no meio da confusão, mesmo sem querer, é possível (e provável) entrarmos no meio, até sem perceber. Como disse a Bruna, a arrogância bambi, a chuva, o espaço pequeno, a consciência de que não precisaria ser assim, já que havia vários espaços vazios, o cansaço, a pressa, tudo conspirou para um desfecho muito triste. E neste país as coisas acontecem assim o tempo inteiro nas mais diversas frentes. Era previsível que a bomba explodisse (desculpa o trocadilho), mas não se faz nada antes, só se alimenta a situação e, quando o negócio degringola começam a procurar culpados e a reclamar. E de novo, de novo e de novo. Ou seja, nada muda. Parece que as pessoas gostam desse tipo de coisa. Não sei como conseguem viver assim. É tão cansativo e desagradável! E como estamos falando de pessoas covardes, a responsabilidade sempre é do outro. Nunca é deles próprios, “que nada tem a ver com isso”. Ora essa, o mando não era deles? Então eles que cuidassem. Se o jogo fosse no Pacaembu com mando do Timão, todos falariam que se alguma coisa desse errado é porque “não planejaram direito”. Logo, são adeptos do “uma lei prá si e outra pros outros”. Esse tipo de atitude me dá ojeriza. Tá certo, tem uns caras que se aproveitaram da situação e sob a denominação de “torcedores”, resolveram apelar. Devemos lutar contra isso. Por outro lado, generalizar é perigoso.
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Tiago Respondido em fevereiro 17th, 2009 22:57:
Parabéns, Rita. Excelente comentário.
Abraço.
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Ola Bruna, gosto muito dos seus textos, mas vou criticar o assunto de hoje: Vamo deixar os bambis e outros adversarios de lado e falar do timão. A não ser que seja pra comentar um jogo contra outra equipe.
Eles que se preocupem com a gente, como sempre fizeram. Nossa parte é torcer para o timão e o deles contra. Por isso o Corinthians é o Corinthians.
Concordo com relação ao estádio.
Abs.
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Bruna F. C. Respondido em fevereiro 18th, 2009 9:31:
Eu pensei nisso quando fui escrever maninho, não gosto de dar impotância demais aos rivais. Mas nesse caso foi apenas para fazer um paralelo entre os comportamentos, e para mostrar um texto que li e achei legal compartilhar com o pessoal do BT. Sou totalmente contra a violência, mas uma das coisas que mais gosto no futebol é a rivalidade, principalmente as regionais, então, adoro provocação!
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Parece haver em vários órgãos de imprensa a tentativa de se diluir a culpa pelo desastre prenunciado e ocorrido no Morumbi nesse domingo, através da enumeração de todos os responsáveis pelo ocorrido, sem a devida ponderação; quando não, pela completa inversão das parcelas de responsabilidade.
Apesar da cortina de fumaça fabricada, pode-se considerar a existência de unanimidade quanto a:
- a imperícia demonstrada na ação policial, após o término da partida;
- a omissão da FPF.
Resta delimitar o papel desempenhado pelos dois protagonistas, de fato, do episódio, que foram o São Paulo e o Corinthians. Vamos listar, destarte, as ações praticadas pelos clubes (bem como por suas torcidas):
SÃO PAULO (o mandante da partida – dado que não está sendo suficientemente considerado):
- anunciou, a poucos dias da realização do clássico, que, pela primeira vez na história, concederia apenas 10% dos ingressos para a venda da torcida corinthiana;
- o anúncio foi feito em tom debochado pelo presidente Juvenal Juvêncio, com o apoio dos sorrisos e gargalhadas de membros da diretoria;
- enviou os ingressos para venda no Parque São Jorge impressos em um rolo de bobina, sem o devido corte, e sem a devida numeração (o que obrigou que se realizasse uma troca, com o conseqüente atraso na efetiva disponibilização para venda, acarretando desrespeito ao limite mínimo de 72 horas, estabelecido pela legislação, em relação ao início da partida);
- divulgou nota de resposta à nota de repúdio corinthiana, utilizando a mesma retórica inflamada daquela;
- realizou obras no intento de equacionar o problema da entrada dos torcidas dos dois clubes pela única entrada disponível (a solução arquitetada, como se viu no desastroso desfecho, foi claramente equivocada);
- segundo a PM, uma bomba caseira – que teria sido o estopim do tumulto verificado – foi lançada do estacionamento interno do estádio (local de acesso exclusivo dos associados);
- não disponibilizou assistência médica aos torcedores feridos quando tentavam sair do estádio;
- o dirigente Marco Aurélio Cunha afirmou, ainda no estádio do Morumbi, quando havia dezenas de feridos no estádio, que o tumulto ocorrido comprovava o acerto da decisão sãopaulina de limitar os ingressos para os visitantes, e que lutaria para que a menos ingressos ainda (5%) fossem disponibilizados nos futuros clássicos;
- divulgou fotos, em seu site, das depredações praticadas pelos corinthianos no Morumbi.
CORINTHIANS:
- divulgou, em seu site, nota oficial de protesto pela decisão intempestiva do São Paulo de conceder apenas 10%, à torcida corinthiana, dos ingressos à venda; sublinhou que rompia-se, desse modo, um acordo tácito de décadas; atribuiu a decisão sãopaulina à suposta inveja, devida à grandeza da torcida corinthiana;
- anuncia que o clube adotará o mesmo critério de conceder apenas 10% dos ingressos ao clube visitante, bem como a intenção de passar a mandar os seus clássicos no Pacaembu;
- da carga de ingressos recebida, endereça aqueles de preço mais baixo (R$40,00), em sua totalidade, para as torcidas organizadas; os restantes (cerca de 35% da carga recebida, e ao preço de R$90,00) é que são, efetivamente, colocados à venda – em prazo inferior ao mínimo estabelecido pela legislação, devido às dificuldades advindas da troca que se fez necessária (cf. já exposto);
- após a vitória em eleição realizada no sábado, o presidente eleito Andrés Sanchez anuncia que, até o final de seu mandato (de 3 anos) o Corinthians não mais mandará partidas no Morumbi;
- no Morumbi, a torcida corinthiana quebrou cadeiras, uma separação de vidro blindado, e, durante o tumulto final, arremessou uma grade metal (não fixa) no estacionamento do estádio;
- o Corinthians divulga nota na qual se solidariza com os torcedores feridos, e critica o comportamento do São Paulo e a falta de segurança do Morumbi.
CONCLUSÃO:
O São Paulo, mandante da partida, anunciou, de modo intempestivo e inábil, o rompimento de uma prática de décadas, concedendo uma carga diminuta de ingressos para o Corinthians, dono da maior torcida da cidade de São Paulo. O Corinthians, pego de surpresa, como toda a sociedade, e vivendo uma semana pré-eleitoral, manifestou forte repúdio à decisão sãopaulina. Desencadeou-de, desse modo, uma espiral de acirramento de ânimos, que culminou no desastre após o término do clássico, para o qual foram determinantes a imperícia da PM e a insegurança do Morumbi.
O São Paulo foi o grande culpado pelo desastre ocorrido no último domingo, pois,
- era o mandante da partida;
- foi autor do ato que motivou a controvérsia;
- não exerceu de modo adequado a organização do evento, pecando ao criar clima de animosidade, ao não disponibilizar ingressos em condições de venda com a antecedência devida, ao não oferecer condições de segurança aos torcedores que acorreram ao seu estádio, e ao não prestar a devida assistência médica aos feridos no Morumbi.
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Ricardo Elias Respondido em fevereiro 18th, 2009 0:36:
Fala Chará, mto bom comentário.
só entendo que a nossa idretoria tbm teve parcela de culpa nisso.
Se o Juvenal faz uma besteira, não podemos colocar os torcedores contra eles, todos nós aqui sabiamos qual seria o resultado dessa intriga entre torcedores no poder.
Mas concordo com o Andrés quando ele diz que não vamos mais usar o Panetone.
Se você vai ao supermercado e te atendem mal, você começa ir a outro supermercado. Simples!
vejo que é isso que o Andres fez.
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Elias Junior Respondido em fevereiro 18th, 2009 11:48:
Nossa diretoria também errou!
Era neste momento que teríamos a chance de mostrar que somos melhores em tudo, mas não… Nosso presidente (espero que sem querer) inflamou mais os ânimos.
Um público de 33 mil para as meninas é público recorde enquanto que para nós é nada mais que normal…
Estava esperando uma declaração do tipo: “Não vão ao estádio!. Estaremos sendo mal recebidos. Nossa nação é maior que isso. O Morumbi não tem condições de abrigar um jogo destes… etc”
Sairíamos por cima…
Pra mim uma tragédia anunciada.
Ah e aquele anão de jardim declarou que teve coragem de conversar com nossos torcedores cara a cara. Dúvido!! Ele não é homem para isso!
Dia 11/03 tá chegando… Estarei no Pacaembu para a estréia do maior goleador do Mundo em Copas.
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geise araújo Respondido em fevereiro 18th, 2009 14:56:
Concordo com o Mano Ricardo,ambos erraram tanto Juvenal quanto o presidente do timão,não se se querendo mostrar serviço para a torcida,só sei que o Juvenal jogou combustível e o Andrés acendeu o fósforo.
Sobrre esse assunto só tenho mais 1 coisa para dizer: chegaaaaa desse assunto,nós já demos audiência de maissssss para o adversárioooo,vamos nos preocupar e acompanhar o nosso timeeeeeeee que para mim é o que importa .
Vamos timãoooooooo !!!
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Rita Respondido em fevereiro 18th, 2009 17:41:
Por mais que queiramos ser imparciais, acredito que na maioria esmagadora das vezes deixamos (e deixaremos) a paixão clubística interferir. Isso também é futebol. Não adianta dizer que “tenho de ser racional”, “sei controlar minhas emoções” e outras coisas que o valham. Somos seres humanos. É claro que muitas vezes temos vontade de esganar um cidadão (seja onde for) mas nos contemos. Porque, além de humanos, somos pensantes. O que acredito que dá prá concluir de toda essa palhaçada é que os “poderosos” falaram grosso e quem pagou o pato foram os torcedores. Assim fica fácil, né? Existem horas que não dá prá embarcar na “criação de caso” alheia pois nós é que pagamos o pato. Outra conclusão: nós achamos que estamos certos, o povo da Vila Sônia se acha cheio de razão e a PM, então, nem tenho o que dizer. Não há como dizer que só uma parte tem responsabilidade, certo? Porém, olhando para os fatos, as declarações, tentando, inclusive, deixar a paixão de lado, vemos que alguém começou. E não fomos nós. Imagino se tivéssemos ficado quietos, se o resultado seria diferente. Não acho. E tem momentos que não podemos nos calar. Como disse o Ricardo Elias, se somos maltratados em um lugar, vamos a outro. Só que temos, sim, o direito de reclamar. Só que existem maneiras e maneiras…
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Brincadeira é essa história de reservar apenas 5% da carga total de ingressos para os visitantes, ainda mais em clássicos, acaba com o espetáculo.
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90 minutos de silêncio
Ter, 17/02/09
por Guilherme Fiuza
O presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, está propondo clássicos de uma torcida só, contra a violência nos estádios. Deve funcionar. Mais seguro seria transferir os jogos para o YouTube.
Não há dúvida de que um São Paulo x Corinthians sem corintianos será muito mais tranqüilo. Se der certo mesmo, o modelo poderá ser exportado até para a Faixa de Gaza. Jerusalém se espelhará no Morumbi, e a paz triunfará.
Esse negócio de insistir na convivência de contrários é mesmo uma teimosia. Está na cara que não deu certo. Casais continuam dividindo o mesmo teto com suas naturezas opostas – e a vizinhança que agüente. Vamos botar ordem nessa bagunça: a partir de agora, maridos moram no bloco 1 e mulheres no bloco 2. A paz reinará no condomínio.
O futebol já deveria ter-se mirado no exemplo da política. No Fórum Social Mundial, por exemplo, se você não gosta do Hugo Chávez, nem te deixam entrar. Só participa quem tem bronca do Mcdonalds. É um show de civilidade.
Vamos ver onde essa escalada da virtude vai parar. Estão querendo proibir os fumódromos. Fumantes e não-fumantes só se encontrarão no infinito. Fumante corintiano e não-fumante sãopaulino não se encontrarão nem no infinito.
É um alívio. Chega de persistir no cruzamento de credos inconciliáveis. As pessoas não sabem se comportar mesmo. Aliás, já está mais do que na hora dos bares e boates criarem setores de ciumentos e não-ciumentos. Barraco nunca mais.
E se o Corinthians ganhar de três a zero no Morumbi, serão 90 minutos de silêncio. Descanse em paz, futebol brasileiro.
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Rita Respondido em fevereiro 18th, 2009 17:48:
Muito bom esse artigo. Fala-se tanto em “diversidade”, mas a nossa sociedade é intolerante e preconceituosa. Li uma coluna do Mauro Betting mais ou menos no mesmo sentido. E do Benjamin Back. As pessoas tem de agir feito robozinhos de produção em série, tudo igualzinho. Quem foi que determinou que tem de ser assim? Fala-se tanto em liberdade, que liberdade é essa onde não se pode colocar em um mesmo recinto duas torcidas diferentes? É futebol, não é guerra (acho que algumas guerras conseguem ser mais civilizadas… tá, exagerei na dose). E órgãos públicos alimentam esse tipo de coisa. Onde está a tão famigerada convivência? Ao invés de incentivá-la, fazem justamente o contrário. Daqui a pouco cada um de nós terá sua própria redoma…
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